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Criminal

GEVID capacita profissionais de saúde no combate à violência doméstica

Terceira etapa contou com o monitoramento e a avaliação do trabalho desenvolvido

O Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID) Núcleo Leste II, do Ministério Público do Estado de São Paulo, em parceria com o GEVID Núcleo Central e com a Coordenadoria Regional de Saúde Leste, realizou na última sexta-feira (30/05), a terceira etapa do projeto-piloto “Prevenção da Violência Doméstica com o Programa Saúde da Família (PSF)”, coordenado pela Promotora de Justiça Fabíola Sucasas Negrão Covas.

Terceira etapa teve por finalidade o monitoramento e a avaliação do trabalho desenvolvido

O Projeto atende ao objetivo de prevenir a violência doméstica e familiar contra as mulheres e/ou o seu agravamento, por meio da disponibilização de informações e orientações acerca dos principais determinantes e condicionantes desse tipo de violência, da rede de serviços especializados disponíveis no município e dos aspectos fundamentais da aplicação da Lei Maria da Penha e os direitos assegurados por essa Lei.

Na primeira etapa, aproximadamente 50 trabalhadoras/es da saúde, notadamente Agentes Comunitários/as de Saúde (ACSs), vinculadas/os ao PSF da Unidade Básica de Saúde Inácio Monteiro (Cidade Tiradentes), participaram de uma capacitação sobre violência doméstica e Lei Maria da Penha. Na segunda etapa, essas/es profissionais realizaram visitas domiciliares e distribuíram mais de 3 mil exemplares da cartilha “Mulher, Vire a Página” para a população referenciada ao PSF - a meta é atingir 5 mil famílias. Já a terceira etapa teve por finalidade o monitoramento e a avaliação do trabalho desenvolvido e, por conseguinte, o esclarecimento das dúvidas que surgiram a partir dos atendimentos domiciliares realizados pelos/as ACSs e a discussão e a reflexão de propostas que impliquem no aprimoramento do projeto-piloto.

Em virtude da importância das/dos profissionais do PSF no desenvolvimento de ações e de estratégias voltados ao enfrentamento das expressões da violência doméstica e familiar contra as mulheres, o projeto-piloto será estendido às outras Unidades Básicas de Saúde do território de Cidade Tiradentes.

Projeto-piloto será estendido às outras Unidades Básicas de Saúde de Cidade Tiradentes

A escolha do território de Cidade Tiradentes não foi por acaso, uma vez que, segundo dados do “Sistema Intraurbano de Monitoramento dos Direitos Humanos”, divulgado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos, o território apresenta “situação insatisfatória” de garantia dos direitos humanos das mulheres. Isso significa que o território de Cidade Tiradentes é marcado por elevadas taxas de desemprego feminino; expressiva incidência de abortos realizados em condições precárias; altas taxas de mães com até 17 anos de idade; representativa incidência de mães de nascidos vivos com menos de 07 consultas de pré-natal; elevados índices de internação de mulheres por agressão; e significativas taxas de mortalidade de mulheres em idade fértil.

Também participaram da atividade Amélia Etsuko Tatsukawa de Freitas e Sérgio Matsudo, Assessores Técnicos da Coordenadoria Regional de Saúde Leste; e Cíntia Damasceno Clemente e Wagner Alves Pereira, assistentes sociais do Setor Técnico do GEVID.