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Criminal

Justiça recebe denúncia do MP e decreta prisão de mulheres acusadas de matar motorista

Vítima foi esquartejada e pedaços do corpo foram espalhados pela Capital

A Justiça recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva de Marlene Gomes, Francisca Aurilene Correia da Silva e Márcia Maria de Oliveira, que passaram a ser formalmente acusadas pela morte e esquartejamento do motorista de ônibus Álvaro Pedroso, que teve as partes do corpo espalhadas por várias regiões da capital, na madrugada de 23 de março.

As três foram denunciadas pelo Promotor de Justiça Tomás Busnardo Ramadan por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), destruição e ocultação de cadáver e fraude processual.

De acordo com a denúncia, o motorista tinha um caso extraconjugal com Marlene, que resolveu matá-lo depois de ele ter manifestado o desejo de terminar o relacionamento. Após embebedar o motorista durante uma visita a seu apartamento, Marlene e as duas amigas atacaram Álvaro no banheiro, golpeando-o na cabeça e no tórax até a sua morte.

Em seguida, elas esquartejaram o corpo da vítima, colocando as partes em sacos opacos que foram espalhados por quatro locais diferentes da capital: duas pernas e dois braços foram deixada em uma esquina do bairro Higienópolis, as coxas na rua da Consolação; a cabeça na Praça da Sé e o tronco, na rua Coronel José Eusébio. Para dificultar ainda mais o reconhecimento do cadáver, as três extirparam os 10 dedos das mãos da vítima.

Ao receber a denúncia, a Justiça também decretou a prisão preventiva das três acusadas. “Praticado fato de incomum gravidade e que demonstra crueldade frieza por parte das autoras”, escreveu a Juíza Fabiola Oliveira Silva, na decisão. A Juíza também escreveu que o crime chocou a sociedade pela forma como foi perpetrado e que a prisão cautelar é necessária para a garantia da ordem pública. “Somem-se a isso as condutas destinadas a dificultar o esclarecimento da materialidade e da autoria, como o esquartejamento, o esfolamento do dorso e o extravio das falanges, a fim de impedir identificação papiloscópica, com o intuito de atravancar as investigações e a instrução processual e de furtar-se à aplicação da lei penal”, fundamenta.