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Criminal

MP consegue condenação à prisão de ex-bancária por crime de “saidinha de banco”

Funcionária avisou comparsa fora da agência sobre saque feito por cliente

O Ministério Público do Estado de São Paulo conseguiu a condenação da ex-bancária Miriam Pereira dos Santos à pena de 6 anos e 2 meses de reclusão por roubo praticado em 2008 contra uma cliente do banco onde ela trabalhava, em Pinheiros, na capital. Miriam repassava a um comparsa informações sobre saques de alta quantia feitos por clientes do banco que, ao deixarem a agência, eram abordados por um homem armado, crime popularmente conhecido como “saidinha de banco”.

Miriam Pereira dos Santos era supervisora operacional de uma agência bancária e responsável por realizar a reserva de numerários para saques acima de R$ 5 mil. De acordo com a denúncia oferecida à Justiça pela Promotora Lúcia Nunes Bromerchenkel, a bancária planejou o roubo a uma mulher que sacou R$ 32 mil no dia 25 de julho de 2008.

A vítima recebeu o dinheiro dentro da agência das mãos de Miriam. Estava acompanhada do sócio e ambos foram abordados por André Casares de Almeida, que falava ao celular e, ao avistar o casal, atravessou a rua e, com uma arma de fogo, anunciou o roubo. A vítima ainda tentou enganar o homem, entregando-lhe um envelope onde havia apenas um maço de cigarros, mas André Casares exigiu o outro envelope, demonstrando saber exatamente onde estava o dinheiro sacado.

A polícia apurou que a bancária havia telefonado três vezes para a cliente para marcar e confirmar data e horário do saque, prática incomum no banco. E chegou a André Casares de Almeida, que foi preso praticando outro roubo em frente à mesma agência. Ele abordava as vítimas, pegava o dinheiro e fugia na garupa de uma moto pilotada por homem não identificado. Uma testemunha anotou a placa da moto durante uma das ações da dupla e a polícia descobriu que o veículo estava registrado em nome da mãe da bancária, demitida em 2010.

Miriam Pereira dos Santos foi condenada por roubo praticado com uso de arma de fogo, em concurso de pessoas. A Juíza Mônica Gonzaga Arnoni, da 9ª Vara Criminal do Foro da Barra Funda negou à ex-bancária o direito de recorrer em liberdade.