Link de exemplo

Voltar para Notícias

Criminal

MP consegue condenação de ex-médico que matou e esquartejou paciente

Farah Jorge Farah recebeu pena de 16 anos de prisão

O Ministério Público obteve, na madrugada desta quinta-feira (15/05), a condenação pelo Tribunal do Júri do ex-médico Farah Jorge Farah, pela morte da paciente Maria do Carmo Alves.

Farah foi condenado a 16 anos de prisão, em regime inicial fechado, por homicídio duplamente qualificado, praticado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele poderá recorrer da condenação em liberdade.

O crime foi cometido em janeiro de 2003 com requintes de crueldade. Farah mantinha um turbulento relacionamento com Maria do Carmo, que foi até a clínica do médico, atraída pela promessa de uma lipoaspiração. A vítima foi, então, sedada mediante aplicação da droga 'dormonid' e, sob o efeito do medicamento, foi morta e esquartejada por Farah. Para dificultar a identificação do cadáver, Farah removeu cirurgicamente as peles da face, mãos e pés da vítima, guardando os restos mortais em sacos plásticos no porta-malas de seu veículo.

Farah havia sido condenado a 13 anos de prisão em 2008, mas o Tribunal de Justiça anulou o Júri. Os Desembargadores acolheram o argumento da defesa à época de que Conselho de Sentença desconsiderou o laudo oficial apontando a semi-imputabilidade (a não compreensão total dos seus atos no momento do crime) do réu.

Agora, foi novamente condenado, no julgamento que começou na manhã de segunda-feira e encerrado na madrugada desta quinta-feira. Os jurados mais uma vez reconheceram que o réu tinha plena consciência dos seus atos no momento do crime. O Promotor de Justiça André Luiz Bogado Cunha, que atuou no júri, vai recorrer para tentar aumentar a pena aplicada ao médico. “Embora a pena tenha sido superior à do julgamento anterior, entendo que a condenação deva ser maior”, enfatizou.

O Plenário foi presidido pelo Juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, do 2º Tribunal do Júri.