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Criminal

MP consegue condenação de homem que matou Bombeiro durante ataques do PCC, em 2006

O Ministério Público obteve a condenação de Carlos Santos de Portugal a 53 anos de prisão pelo homicídio do Bombeiro Policial Militar João Alberto da Costa, e por tentativa de homicídio contra os Bombeiros Adriano Pedro Horácio e Aderson Donizete de Freitas. Os crimes acontecerem em maio de 2006, durante uma série de atentados cometidos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) contra integrantes da Polícia Militar de São Paulo.

Carlos Santos de Portugal, em parceria com mais cinco pessoas, atirou e matou o Bombeiro João Alberto. Dois outros Bombeiros, Adriano Pedro e Aderson Donizete, também foram feridos, mas sobreviveram. O atentado aconteceu em frente ao 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros do Bairro de Campos Elíseos, no centro de São Paulo.

No júri popular, ocorrido na última quinta-feira (18/9), os jurados acolheram a tese do MP de que os crimes foram cometidos mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas e por motivo torpe e consideraram Carlos dos Santos Portugal culpado.

A Juíza Fabíola Oliveira Silva, que presidiu o Júri, proferiu sentença condenando Carlos Portugal a 53 anos de prisão, em regime fechado. Ele não poderá recorrer da decisão em liberdade.

Apontados como os mandantes do crime, Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Julio César Guedes de Morais, o Julinho Carambola, já foram julgados e condenados. Os demais denunciados pela morte do Bombeiro ainda aguardam julgamento.

Atuou no júri, pelo MP, o Promotor de Justiça Carlos Roberto Marangoni Talarico, que ao final do julgamento pediu que a Justiça libere o valor de R$ 160 mil depositado em contas judiciais, dinheiro apreendido do crime organizado, para a família do Bombeiro morto.