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Criminal

MP obtém condenação a 26 anos de prisão de homem que matou menina em Guarulhos

Corpo foi encontrado decapitado 16 dias após o desaparecimento da vítima

O Ministério Público do Estado de São Paulo obteve, nesta terça-feira (2/9) a condenação de Reginaldo Tomaz de Moura pela morte da menina Laisa Correia Xavier, de 10 anos de idade, crime ocorrido em outubro de 2013, em Guarulhos. Moura foi condenado às penas de 24 anos de prisão pelo homicídio e 2 anos de prisão pela destruição e ocultação do cadáver.

Laísa desapareceu no Jardim Fortaleza no dia 10 de outubro de 2013 e foi encontrada morta 16 dias depois em um matagal do bairro vizinho de Bonsucesso. Seu corpo tinha a cabeça, um braço e uma perna decepados e, como estava em avançado estado de putrefação, sua identificação somente foi possível mediante exame de DNA.

A polícia chegou a Reginaldo Moura graças a uma testemunha que viu o homem em companhia da menina em um ônibus, dois dias antes do desaparecimento de Laísa. A forma truculenta como Moura tratava a menina chamou a atenção da testemunha que gravou a fisionomia dos dois e mais tarde reconheceu a foto da menina por conta da divulgação de seu desaparecimento.

Essa testemunha fez um retrato falado do homem que havia visto no ônibus e em janeiro deste ano os policiais de Guarulhos fizeram a prisão de um indivíduo com as mesmas características do retrato falado. Na Delegacia, o homem preso foi reconhecido pela testemunha e confessou o homicídio, mas negou a ocultação do cadáver. Como ele tinha histórico de crimes sexuais, a polícia trabalhou com a hipótese de ele ter dominado a vítima para estuprá-la, o que foi negado pelo homem.

Perante o Tribunal do Júri, o acusado negou o crime, alegando ter sido torturado para confessar a morte. Os jurados, entretanto, acolheram a tese do Promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes e o consideraram culpado pelo homicídio e pela destruição e ocultação do cadáver da menina. Também reconheceram duas agravantes (crime contra criança e reincidência), o que fez com que as penas fossem aplicadas acima do mínimo.

Reginaldo Moura acabou condenado a 24 anos por homicídio duplamente qualificado (meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima) e a mais 2 anos por destruição e ocultação de cadáver, em sentença proferida pela Juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira na noite desta terça-feira.