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Criminal

MP obtém condenação de ex-PM acusado de participar do massacre do Carandiru

Réu foi o último a ser julgado pelo episódio que resultou em 111 mortes

O Ministério Público do Estado de São Paulo obteve, nesta quarta-feira (10), a condenação do ex-Policial Militar Cirineu Carlos Letang Silva, último réu a ser julgado pelo massacre do Carandiru, como ficou conhecido o episódio em que 111 presos foram mortos na Casa de Detenção durante uma rebelião. Acusado pelo assassinato de 52 dos presos, o ex-PM foi condenado à pena de 624 anos de prisão, em regime fechado.

O julgamento, iniciado na manhã de terça-feira, terminou apenas na madrugada de quarta no Fórum de Santana. Atuou no plenário o Promotor de Justiça Daniel Tosta de Freitas, do II Tribunal do Júri de Santana.

Com o resultado desse julgamento, no total foram 74 policiais e ex-policiais condenados pelo massacre do Carandiru. Os sentenciados receberam penas que variam de 96 a 624 anos de prisão. Somadas, as penas chegam a 21.140 anos de reclusão.

O júri desta semana foi o único em que apenas um réu foi julgado. Os outros acusados foram julgados em bloco em quatro plenários realizados desde o ano passado. Nas demais etapas do julgamento atuaram no júri os Promotores de Justiça Fernando Pereira da Silva, Márcio Friggi de Carvalho e Eduardo Olavo Neves Canto Neto.

Histórico

O Massacre do Carandiru, como ficou conhecido o episódio, aconteceu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos e 87 ficaram feridos durante invasão policial para reprimir uma rebelião no Pavilhão 9, na Casa de Detenção, localizada na Zona Norte de São Paulo. Por envolver grande número de réus e de vítimas, o júri foi desmembrado em quatro etapas, tratando dos crimes cometidos em cada um dos pavimentos do pavilhão.