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Criminal

MP obtém condenação de homens que queimaram dentista durante roubo em São Bernardo

Dois dos assaltantes receberam pena de 37 anos de prisão; terceiro envolvido foi condenado a 36 anos

A Justiça condenou a 37 anos de prisão dois homens acusados pela morte da dentista Cynthia Magaly Moutinho de Souza, cujo corpo foi queimado durante um assalto ao seu consultório, em São Bernardo do Campo. Um terceiro homem acusado pelo crime, ocorrido em 25 de abril de 2013, foi condenado a 36 anos de prisão. A sentença foi prolatada nessa terça-feira (6/5).

Victor Miguel Souza Silva e Thiago de Jesus Pereira foram condenados a 37 anos de reclusão, enquanto a Jonatas Cassiano Araújo foi aplicada a pena de 36 anos de prisão. Todos foram condenados pelos crimes de latrocínio, roubo majorado, extorsão e formação de quadrilha.

O Juiz Edegar de Sousa Castro acolheu as qualificadoras expostas na denúncia formulada pela Promotora de Justiça Priscila Maiello Ribeiro Prado Mileo Theodoro: motivo fútil, dissimulação de conduta e uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima, bem como emprego de fogo.

Na sentença, o Juiz atribuiu a Victor e Thiago personalidade extremamente fria e insensível, uma vez que, no momento em que a vítima fatal ardia em chamas, nada fizeram para debelar o fogo, que se alastrou pela clínica odontológica. O Magistrado também ressaltou as gravíssimas consequências do latrocínio, cometido de forma brutal e que teve reflexos criminológicos e sociais.

“A brutal consequência do assalto cometido pelos réus ganhou imediata repercussão social, o que, pelo lado negativo da exposição midiática, ensejou novos crimes perpetrados pela mesma forma de execução por parte de criminosos associados em quadrilhas, isto é, os agentes passaram a aterrorizar os subjugados mediante a ameaça de atear-lhes fogo”.

O Juiz ainda destacou a tragédia familiar provocada pelo crime, uma vez que dentista era o sustentáculo financeiro e afetivo dos pais e da irmã especial.

Os três condenados não poderão recorrer em liberdade.