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Criminal

MP obtém condenação de lavador de carros por morte de analista financeiro

O Ministério Público obteve a condenação de Adelir da Silva Motta a 18 anos de reclusão, pelo homicídio de Carlos Alberto da Silva Araújo, crime ocorrido em fevereiro de 2003, em Ribeirão Preto. O julgamento foi realizado no último dia 7.

Carlos Alberto, analista financeiro e representante do Banco de Paris no Brasil à época, foi morto por causa de dívidas que o usineiro Alexandre Titoto tinha com ele.

Um dia antes do crime, o usineiro entregou ao analista financeiro um cheque no valor de R$ 620 mil como pagamento de um veículo BMW X5. Para que Alexandre não descontasse o cheque nem cobrasse outros empréstimos feitos ao usineiro e nunca honrados, Titoto resolveu matá-lo, combinando a execução do crime com o lavador de carros Adelir da Silva Motta.

O usineiro atraiu Alexandre até seu escritório, localizado na região nobre de Ribeirão Preto, num domingo, sob o pretexto de que iria apresentar-lhe um investidor. Sem nada suspeitar, até porque era amigo de infância de Titoto, o analista financeiro foi até o local onde foi agredido com golpes de porrete na cabeça até desfalecer. O analista, então, teve as mãos e pernas amarradas e foi levado a uma propriedade do usineiro no município de Serrana, onde foi enterrado ainda vivo em uma cova previamente aberta pela dupla.

Adelir da Silva Motta foi condenado à pena total de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e por ocultação de cadáver. Embora o crime tenha ocorrido em 2003, vários recursos protelatórios foram impetrados junto ao STJ e STF pela defesa dos réus, e o julgamento somente pode ser realizado agora. Alexandre Titoto deverá ir a júri no início de 2015.

O júri foi presidido pelo Juiz André Quintela Alves Rodrigues. Atuou no plenário o Promotor de Justiça Marcus Tulio Alves Nicolino.