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Criminal

MP-SP obtém condenação de guardas municipais de Amparo e S. A. de Posse em júri popular

Pena maior foi de 22 anos de reclusão por homicídio qualificado e formação de quadrilha

O Ministério Público do Estado de São Paulo obteve, no último sábado (15), a condenação de dois guardas municipais do interior pela morte de um jovem, crime ocorrido em fevereiro de 2012, em Amparo. Os dois guardas - um de Santo Antonio de Posse e outro de Amparo - foram submetidos a júri popular em Amparo. O julgamento durou quatro dias.

O guarda municipal Gumercindo Aparecido Mosca Júnior, de Amparo, foi condenado a 22 anos de reclusão por homicídio qualificado (recurso que dificultou a defesa da vítima) e por formação de quadrilha. Marcos Antonio da Silva, guarda municipal em Santo Antonio de Posse, foi absolvido da acusação de homicídio, mas acabou condenado a 4 anos e 8 meses de reclusão por formação de quadrilha.

Ambos haviam sido denunciados por formação de quadrilha e pela morte de um jovem, executado com 14 tiros no dia 9 de fevereiro, no bairro São Dimas, em Amparo. A vítima, que seria envolvida com o uso e o tráfico de drogas, era informante de um investigador de polícia de Amparo e ficou inconformado com a prisão de seu irmão e de um sobrinho por tráfico. O episódio criou um atrito entre Adriano e, principalmente, o guarda municipal Gumercindo Mosca, culminando com uma discussão entre ambos, ocorrida dentro da Delegacia de Polícia de Amparo, ocasião em que Adriano ofendeu o guarda municipal com o gesto de mostrar o dedo médio em riste. Depois disso, o guarda municipal jurou Adriano de morte.

Também são acusados dos crimes um investigador de polícia e um guarda municipal de Amparo, que ainda serão julgados. Eles estão presos desde 2012. Os dois condenados no julgamento da semana passada não poderão recorrer em liberdade.