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Administração Superior e Gestão

Projeto do MP-SP leva educação sobre violência contra a mulher a 4 mil alunos da rede pública

Cerca de 4 mil alunos da rede estadual de ensino, além de estudantes de uma escola particular de São Paulo, participaram, nos últimos dois meses, do Projeto Educa-Ação, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de São Paulo visando à prevenção da violência doméstica. O projeto contemplou 8 escolas de Taboão da Serra, uma de Embu das Artes e uma escola particular da capital, com a participação de estudantes do ensino fundamental e do ensino médio. O encerramento aconteceu nesta quarta-feira (25/7), com atividade no Colégio Benjamin Constant, na Bela Vista, em São Paulo, realizada por iniciativa da direção da instituição particular.

De acordo com a Promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Manssur, idealizadora da iniciativa, o projeto nasceu da necessidade de abordagem do tema nas escolas, em especial entre os alunos do ensino médio, que já estão iniciando seus primeiros relacionamentos e, por vezes, convivem com situações de violência dentro de seus lares.

Ela cita uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), entre mulheres de 16 a 20 anos de idade, segundo a qual 75% das adolescentes entrevistadas já sofreram algum tipo de violência em seus relacionamentos amorosos.

“Esse levantamento sinaliza que é preciso conscientizar os adolescentes e jovens para conseguirmos implantar uma nova cultura”, explica a Promotora. “Assim, mais mulheres saberão de seus direitos e mais homens aprenderão a respeitar esses direitos e essa mudança de mentalidade levará à diminuição dos casos de violência contra a mulher, em longo prazo”, acredita.

Desenvolvido em parceria com a Diretoria Regional de Ensino de Taboão da Serra, o projeto tem objetivo de conscientizar os adolescentes sobre a violência de gênero e todas as formas de violência contra a mulher, abordando, ainda aspectos da Lei Maria da Penha.
A escolha da faixa etária foi proposital. “Iniciamos o projeto pelos alunos do ensino médio, que já estão iniciando seus primeiros relacionamentos e, por vezes, convivem com situações de violência dentro de seus lares”, diz a Promotora Gabriela Manssur.

Os estudantes participaram de ciclos de debates e palestras e receberam exemplares da cartilha “Mulher Vire a Página”, editada pelo Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID), do MP-SP. Ao final das atividades era sempre tocada a música “Quem ama abraça”, gravada por grandes cantoras brasileiras numa iniciativa do Instituto Avon.

Para a Promotora, o convite de uma escola particular de São Paulo foi significativo no encerramento do projeto. “A violência contra a mulher não escolhe lugar nem classe social”, afirma a Promotora, que fez a palestra para os alunos do primeiro ano do ensino médio. Os estudantes também puderam ouvir o depoimento pessoal de uma vítima de violência doméstica.

A segunda fase do projeto, em formatação, deverá envolver os professores da rede pública de ensino, a fim de que eles possam atuar como agentes multiplicadores da informação e conscientização sobre os direitos das mulheres.

Ouça aqui a música 'Quem ama abraça'

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