Dois investigados na Operação Raio X são denunciados por tentativa de lavar dinheiro
Dois investigados na Operação Raio X são denunciados por tentativa de lavar dinheiro
Homens fizeram investida para comprar duas fazendas por R$ 5 milhões
Por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o MPSP denunciou mais duas pessoas investigadas na Operação Raio X, que mirou em esquema dedicado a usar organizações sociais para desviar dinheiro público da saúde em diversos municípios paulistas. Nesse processo, dois homens podem responder por lavagem de dinheiro na modalidade tentada.
Eles tentaram, por meio da compra de imóveis rurais no Mato Grosso do Sul, ocultar a origem ilícita de dinheiro obtido com as fraudes. Vizinhas, as fazendas ocupam área total de 153,37 hectares no município de Taboado e seriam adquiridas por R$ 5 milhões.
Um dos denunciados exercia o controle sobre as organizações sociais e também chefiava a organização criminosa, atuando ativamente no desvio de milhões de reais. Ele já foi condenado a 96 anos de prisão por 225 crimes de peculato cometidos em Birigui e a 88 anos por 106 peculatos praticados em Penápolis. Já o outro acusado era integrante do núcleo empresarial do grupo criminoso, sendo sócio administrador de uma empresa que, além de celebrar contratos, também servia como meio para adquirir bens utilizando recursos públicos, de modo a auxiliar na dissimulação da origem ilícita.
Conforme os promotores Rodrigo Gonçalves e João Paulo Serra Dantas, a lavagem de dinheiro por meio da compra das fazendas só não se consumou por conta da deflagração da Raio X.