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Criminal

Gaeco obtém condenação de 12 guardas municipais que praticavam crimes em Ibiúna

Penas impostas pelo Judiciário chegam a 30 anos de reclusão

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) obteve nesta quarta-feira (4/7) a condenação de 12 guardas municipais que integravam organização criminosa atuante na cidade de Ibiúna.

A Justiça sentenciou Daniel Leandro Valêncio e Edivandro de Oliveira Bueno a 30 anos, um mês e três dias de reclusão e 969 dias-multa cada um; Alexandre Alves Cordeiro a 25 anos e nove meses de reclusão e 738 dias-multa; Wanderson Cleiton Lourenço de Carvalho, Wagner Wellington Sobrinho e Reinaldo Melo de Souza a 22 anos, 11 meses e sete dias de reclusão e 572 dias-multa cada; e Reginaldo de Oliveira, Agrimar Antônio do Prado, Edson de Assis Carmo, Rodrigo Watermann, Everton Vinicius Pedreiro e Gilberto Alves Fogaça, sete anos, três meses e 211 dias-multa cada um. Como efeito da condenação, foi determinada ainda a perda dos cargos ou funções públicas exercidas pelos réus.

Dos condenados, Cordeiro e Carvalho encontram-se foragidos.

Essa organização criminosa agia há anos em Ibiúna, em funções equiparadas a de uma milícia. Os envolvidos praticavam crimes graves, como tráfico de drogas, extorsões, crimes contra a pessoa e abuso de autoridade, espalhando pela localidade a cultura do medo e do silêncio. As condutas só foram interrompidas quando a Justiça decretou as prisões preventivas desses agentes públicos.