Investigados na Operação Cavalo de Aço recebem penas de até 32 anos
Investigados na Operação Cavalo de Aço recebem penas de até 32 anos
Sentença foi prolatada pela Justiça de Itapeva
O Ministério Público de São Paulo obteve, junto ao Poder Judiciário em Itapeva, mais quatro condenações de investigados na Operação Cavalo de Aço, responsabilizando os réus por organização criminosa, falsa identidade e furtos qualificados. Os desvios de cargas mediante a clonagem de veículos e a utilização de documentos falsos para ludibriar empresas de transporte e cooperativas agrícolas resultaram em penas que foram de 31 anos de prisão para um dos homens e de 32 anos para os outros três, todos em regime inicial fechado.
Os quatro criminosos deverão ressarcir a empresa vítima em R$ 4.443.131,00, informou o promotor Renato Canarim. Foi decretado ainda o perdimento de bens e valores obtidos com as práticas criminosas.
Segundo a 4ª Promotoria de Itapeva, os condenados usavam documentos falsificados, identidades falsas e caminhões clonados para retirar mercadorias em cooperativas e empresas do setor agrícola, simulando operações regulares de transporte. Após os carregamentos, as cargas eram desviadas e revendidas.
Ainda conforme o apurado, os integrantes da quadrilha fraudavam cadastros em empresas de gerenciamento de risco e intermediação de transporte, usando dados verdadeiros de terceiros para dar aparência de legalidade às operações. Motoristas apresentavam documentos falsos e conduziam veículos com placas adulteradas para retirar os produtos, principalmente carregamentos de soja.