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Administração Superior e Gestão

PGJ e FIESP alinham prevenção a cyberataques e capacitação de vítima de violência doméstica

PGJ, Arthur Lemos Junior, Ivan Agostinho e Lister Caldas articulam entendimento

O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, alinhavaram as diretrizes de dois Termos de Cooperação Técnica que devem ser formalizados entre o MPSP e a entidade mais representativa da indústria em todo o país. A decisão foi tomada ao término da reunião realizada nesta quinta-feira (2/7), na sede da FIESP.

O escopo de um dos acordos diz respeito à colaboração entre a entidade empresarial e o Ministério Público no campo da prevenção e repressão aos crimes virtuais, por meio do acesso do CyberGAECO aos recursos tecnológicos (entre eles um computador quântico) do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do envio de notificações da FIESP pra o Ministério Público sobre ataques cibernéticos contra companhias associadas à entidade. No segundo caso, a ideia é utilizar a estrutura do SENAI para proporcionar formação profissional a mulheres vulneráveis à violência doméstica. Em muitas ocasiões, a vítima se submete à situação por conta da dependência econômica em relação agressor.

Oliveira e Costa delegou aos subprocuradores-gerais de Justiça Artur Lemos Junior (Relações Institucionais) e Ivan Agostinho (Criminal) a representação da instituição nas tratativas que darão os contornos finais dos acordos.

"Temos priorizado as parcerias", disse o PGJ, enfatizando a necessidade de uma atuação forte na esfera extrajudicial. "A indústria representa 24% do PIB do Brasil. Quero parabenizar o trabalho de vocês", afirmou Skaf. O promotor de Justiça Lister Caldas, que também participou do encontro, esclareceu que os crimes cibernéticos atingem desde a pessoa comum até as cadeias produtivas. "O ataque cibernético pode quebrar uma empresa, arrastando muitas famílias", enfatizou o promotor do CyberGAECO.